Coro do Colégio Visconde de Porto Seguro
Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul
Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos
apresentam
WAGNER
Prelúdio III ato de Lohengrin
SHOSTAKOVICH
Concerto para violoncelo
BRAHMS
Schicksalslied (Canção do Destino)
Abertura do Festival Acadêmico
Ji Yon Shim, violoncelo
Sérgio Assumpção, regente
15 de outubro de 2011, sábado, 20h30
16 de outubro de 2011, domingo, 19h30
Teatro Municipal Paulo Machado de Carvalho
Al. Conde de Porto Alegre, 840, B. Santa Maria
São Caetano do Sul/SP
Informações: Tel.: (11) 4238-3030
Entrada franca, ingressos no local.
Programa
Prelúdio do III ato de “Lohengrin” (1848)
Richard Wagner (1813-1883)
Concerto nº 1 em mi bemol maior para violoncelo e orquestra – opus 107 (1959)
Dmitri Shostakovich (1906-1975)
I. Allegretto
II. Moderato
III. Cadenza
IV. Allegro con moto
Intervalo
Schicksalslied (Canção do Destino), opus 54 (1871)
Johannes Brahms (1833-1897)
texto de Friedrich Hölderlin (1770-1843)
Abertura do Festival Acadêmico – opus 80 (1880)
Johannes Brahms (1833-1897)
Comentários sobre as obras, por Sérgio Assumpção
Ópera em três atos composta em 1848 e estreada Weimar, em 1850, sob a regência de Franz Liszt, Lohengrin está baseada em uma lenda germânica medieval. Lohengrin é um cavaleiro do Santo Graal, filho do Rei Parsifal, que além de sua busca espiritual também será o escolhido de Elisa. O Prelúdio que inicia o terceiro ato marca os momentos que antecedem o casamento de Elisa e Lohengrin, e os acordes da famosa marcha nupcial (Treulich gefürht) podem ser ouvidos em pianissimo, ao final da abertura.
Composto em 1959 e dedicado a Mstislav Rostropovich, o concerto para violoncelo de Dmitri Shostakovich teve sua estréia em Leningrado, em 4 de outubro de 1959, com a Orquestra Filarmônica de Leningrado sendo conduzida por Mravinsky, com Rostropovich ao violoncelo. Possuindo características semelhantes à Sinfonia Concertante de Prokofiev, que Shostakovich conhecia e admirava, o Concerto possui quatro movimentos, sendo o terceiro uma cadência dedicada ao solista. A obra utiliza amplamente um conhecido motivo, uma seqüência de quatro sons baseados nas letras DSCH (uma assinatura musical do autor, cujo nome pode ser grafado também Schostakowitsch).
Já no primeiro movimento, o motivo DSCH inicia no violoncelo solo, sob acompanhamento das madeiras. A utilização aqui se dá por uma transposição dos sons originais (ré-mi bemol-do-si), e o motivo domina todo o primeiro movimento. O segundo movimento nos traz dissonâncias corajosamente enunciadas sobre um movimento legato das cordas, em expressão elegíaca. Tanto no primeiro quanto no segundo movimentos, importantes partes são dedicadas à trompa e à clarineta. A cadência solista do terceiro movimento parte dos materiais do segundo, elaborando-os de maneira excepcional. As escalas, cordas duplas e rápidas seqüências de semicolcheias subsidiam a aceleração do andamento até a chegada do quarto movimento, que logo nos apresenta um tema (oboés e clarinetas) baseado no cromatismo. Este quarto movimento traz à tona também uma versão distorcida de uma canção soviética, Suliko, aqui significando uma crítica ou sátira ao sistema soviético (pois que Suliko era a canção preferida de Joseph Stalin).
A Canção do Destino (Schicksalslied) de Johannes Brahms foi composta a partir de um texto de Friedrich Hölderlin (1770-1843), que possui duas partes. Na primeira, de notável beleza, são enunciadas as qualidades dos deuses, que não podem ser atingidos pelo Destino, pois que estão acima dele. Na segunda, de violenta dramaticidade, está representada a miséria da humanidade, fadada ao sofrimento e às incertezas, submetida ao Destino. Brahms transformou a forma bipartida do texto em tripartida na música, pois que acrescentou uma terceira seção, apenas orquestral, após o final do texto. Com isso, é provável que ele tenha desejado acrescentar uma nova possibilidade para o desfecho do texto. Eis uma tradução, devida a Ingrid Wahnfried com sugestões de Gherda Hupfeld:
“Beatos gênios, que acima caminhais, na luz e em campo suave.
Leve vos toca, no ar, o brilho do divino,
tal qual os dedos da artista fazendo soar cordas sagradas.
Livres do destino, como infante adormecido, respiram os divinos,
castos guardados em modesto botão.
Espírito lhes floresce eternamente,
e seus bem-aventurados olhos avistam serena e eterna claridade.
A nós, porém, não é dado encontrar repouso em lugar algum.
Somem, desfalecem os homens, sofrentes, às cegas,
repentinamente arremessados, como água, de penhasco em penhasco,
anos sem fim, para o abismo do incerto.”
Em 1879 Brahms foi agraciado com um “Doutorado Honorário” pela Universidade de Breslau, por indicação de Bernard Scholz. No ano seguinte, como agradecimento, compôs a Abertura do Festival Acadêmico. A palavra “acadêmico”, aplicada à obra, possui dois sentidos: a escrita acadêmica de Brahms, douto por excelência, mas também a origem dos temas que compõem a abertura. Na verdade, trata-se de uma reunião de alegres canções de estudantes, bem conhecidas à época (terminando num majestoso final, com Gaudeamus igitur). Portanto, temos aqui um pot-pourri de canções acadêmicas, tratadas academicamente por meio de rica instrumentação e elaborado contraponto, por um Brahms surpreendentemente bem humorado.
Coro do Colégio Visconde de Porto Seguro
Fundado em 1952, é composto por cerca de 60 membros, sendo estes ex-alunos, pais de alunos, professores e cantores amigos do Colégio Visconde de Porto Seguro. Inicialmente dirigido pelo professor Kurt Grünauer, foi conduzido por diversos regentes e, desde 1998, é regido pelo Maestro Sérgio Assumpção. Nos últimos anos, destacam-se os concertos do Réquiem de Mozart (2000 e 2007), O Messias de Haendel (2001), Oratório de Natal de Bach (2002), Grande Missa em dó menor de Mozart (2003), Carmina Burana de Carl Orff (2004), Magnificat de Bach e Missa em dó maior de Mozart (2005), Réquiem de Fauré (2006), Missa Lord Nelson de Haydn (2008), todos com orquestra e solistas convidados. Em 2007 obteve grande êxito o concerto “Árias e Corais de Ópera, uma viagem musical”. O Coro possui dois CDs gravados ao vivo em concertos nos anos 2000 e 2002.
Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul
Dirigida desde julho de 2009 pelo Maestro Sérgio Assumpção, a Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul foi criada em 1991. Contando com o apoio irrestrito da Secretaria da Cultura e da Prefeitura Municipal, o perfil do trabalho da orquestra possui três vertentes principais: a realização dos concertos da temporada, dos concertos didáticos para alunos da rede municipal de ensino e de concertos com artistas da música popular brasileira.
Os concertos da temporada, todos com entrada franca, são realizados no Teatro Paulo Machado de Carvalho. Abordam o repertório erudito, mas sempre apresentado com comentários e observações que permitem a aproximação do público com o universo sinfônico. As peças fundamentais do repertório sinfônico são aqui executadas.
Os concertos didáticos, integrantes do projeto “Filarmônica na Escola”, têm permitido aos alunos das escolas de nossa cidade ter contato com a orquestra, seus naipes e instrumentos, de maneira direta e divertida. O repertório é direcionado à faixa etária dos estudantes e, entre as atividades desenvolvidas, alunos são convidados a tocar instrumentos e mesmo a reger a orquestra.
Os concertos com artistas da música popular brasileira são geralmente realizados ao ar livre, com repertório popular e grande participação do público, como o concerto realizado em agosto de 2009, com a cantora Gal Costa, ou os concertos realizados com o grupo “Choronas”, em junho de 2010.
Desta maneira, a Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul pretende atuar artística e didaticamente, buscando atender aos diferentes públicos, de maneira a promover e divulgar música, cultura e cidadania.
Sérgio Assumpção, regente titular
Mestre e Bacharel em Música pela USP, além de ser formado pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, estudou harmonia e contraponto com o professor Orlando Marcos, composição com Willy Correia de Oliveira e regência com o Maestro Aylton Escobar. Foi bolsista do Festival de Inverno de Campos do Jordão nos anos de 1995, 1996 e 1997, na classe de Regência Orquestral, e participou de masterclasses com maestros como Kurt Masur e Helmuth Rilling.
Professor da Fundação das Artes de São Caetano do Sul de 1995 a março de 2008, atuou com ênfase nas áreas de harmonia e percepção musical, tendo sido também coordenador pedagógico da Escola de Música durante os anos de 2006 e 2007. Integrou o Coral Sinfônico do Estado de São Paulo de 1995 a 2000; foi Regente do Coral Municipal de Mauá de 1997 a 2003, tendo sido seu fundador. Foi professor da Universidade Federal de São João Del Rei (MG) de março de 2008 a julho de 2009, ocupando a cadeira de regência e harmonia, e professor convidado de Regência Orquestral junto ao departamento de música da USP, em 2008 e 2009. Atualmente, além de Regente Titular da Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul, é também Regente do Coro do Colégio Visconde de Porto Seguro e professor de Regência na FAAM.
Ji Yon Shim, violoncelo
Doutora e Mestre em Música pela University of Illinois, EUA e prêmio máximo "Virtuosité" pelo Conservatoire Superieur de Genève, Suíça, foi 1º prêmio em vários concursos nacionais, entre eles: Jovens Solistas OSESP, Piracicaba e Juiz de Fora (Pró-Música). Foi solista com orquestras como OSESP, OSUSP, Orquestra Sinfônica de Campinas e professora em Universidades como a Eastern Illinois University (EUA) e Unesp (SP). Atualmente leciona nas Faculdades Cantareira e na Escola Municipal de Música, em São Paulo. Participou de premières de várias obras de compositores contemporâneos, em festivais como o Música Nova, no Brasil, e também no exterior, bem como participou de gravações dos CDs “Músicas de Guerra” com a pianista Danieli Longo (apoio FAPESP) e “Mahler – Canção da Terra”, indicado para o prêmio Carlos Gomes. Como membro do Trio Puelli, com Ana Maria de Oliveira ao violino e Karin Fernandes ao piano, lançará o CD premiado pelo PROAC no segundo semestre de 2010, dedicado ao repertório contemporâneo brasileiro e internacional.
Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos
Com o objetivo de educar por meio da música, formando novas platéias e futuros cantores profissionais, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo criou, em setembro de 2005, o Coro Jovem de São José dos Campos. O projeto oferece 150 vagas para jovens com idades entre 16 e 32 anos, divididos em três turmas: Coro Iniciante, Coro Avançado e Coro Semi Profissional. Além de freqüentarem as aulas (técnica vocal, teoria, percepção, rítmica), os coralistas recebem uma bolsa-auxílio e realizam apresentações em diversos eventos na cidade e região. No repertório constam obras como Réquiem e Missa da Coroação (Mozart), Fantasia Coral e 9ª Sinfonia (Beethoven), Lobgesang (Mendelssohn), Carmina Burana (Orff), Gloria (Vivaldi), Oratório de Natal (Saint-Saëns), Missa em Sol (Schubert), As sete palavras de Cristo na Cruz (Schütz), música brasileira erudita e popular, coros de óperas, negro spirituals, entre outras.
Sérgio Wernec Júnior, regente
Maestro, tenor e pianista, graduado em Composição e Regência pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), é regente e diretor artístico do Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos, Coral Musicativa de Mogi das Cruzes, Coral da UNAI, além de ter atuado como convidado à frente da Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes. Estudou piano com Evaristo da Silva, Alexandra Longobardi, João Torquato e Carlos Albertini, regência com José Ferraz de Toledo, Abel Rocha e canto com Maria Cecília de Oliveira, aperfeiçoando-se, atualmente, com Isabel Maresca. Participou de Workshops com os Maestros Helmuth Rilling (Alemanha), Eric Whitacre (EUA), Henrique Gregori. Fez parte do quadro de cantores do Coro de Câmara e Coro da Osesp e desde 2002 passou a integrar o Coral Paulistano do Teatro Municipal de SP.
Coro do Colégio Visconde de Porto Seguro
Regência: Sérgio Assumpção
Piano: Cláudia Elena Siste
Sopranos | Anne-Laure Couzy, Anne-Laure Fondeur, Aparecida Dorta Soares, Barbara Wernick, Cláudia Elena Siste, Dulce Sicoli, Fernanda K. P. Schulz, Flávia Kronfly, Gisele Carrera Alves, Haydée Müller Roger, Ingrid Wahnfried, Maria Alice C. Besser, Maria Helena Marquez, Mirian Sanches, Nuria Sagran, Paula Bennink, Rosemarie Schalldach, Susanne Friederichs, Tânia Kerbauy Hübner, Verena Möller, Verônica E. Schwarz La Falce, Vivian Dale
Contraltos | Augusta M. Kerbauy, Claudete Gebara J. Callegaro, Cristina Schreurs, Érika Paulus, Erothildes Daisy C. Leite, Flora Pacheco, Gherda E. Hupfeld, Hannelore Scheidt, Helena Ribeiro, Ilse Rotermund, Kyra Siliverstov, Maria Luiza Marra, Maria Zélia Petersen Japp, Marianne Grimm Riha, Marisa Rodrigues de Freitas, Monika Feldenheimer Silva, Rachel H. M. Ferreira de Sá, Renata Vieira Kolisch, Sandra P. Camargo Ferraz, Silvia Kreidel, Ursula Wagner
Tenores | Edney Guimarães Mendonça, Edson G. Mendonça, Luiz Risso Ferraz, Manuel Marquez Gonzalez, Osmar Belino, Marcos Lúcio de M. e Souza
Baixos | Elizeu Sousa de Oliveira, Enio Costa Basalia, Eric Boer Nielsen, Friedrich Japp, Guilherme Moraes Abuchahla, Jürgen Paulus, Marcelo Guerra de Oliveira, Volker Lohaus
Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul
Regente Titular: Sérgio Assumpção
Primeiros violinos Alexey Chashikov (spalla convidado), Ivenise Nitchepurenco, Tatiana Vinogradova, Paulo Gonçalves de Moura, Jonas Alves de Souza, Renan Barbosa Rodrigues, Sérgio Senda, Wellington de Oliveira Silva, Wellington Rebouças Guimarães, Noemi Burba, Luiz Guilherme Nóbrega, Elina Suris
Segundos violinos Leandro Rossetto, Paula Brunelli, Cíntia Nunes, Diego Muniz, Rosinéia Siqueira de Sena, Lucas Bíscaro, Tiago Maciel, Danilo Alves
Violas Eduardo Cordeiro, Samuel Adriano dos Santos Costa, Paulo Sérgio Siguiuki Furue, Alexandre Nunes, Priscila Belucchi, Gleice Costa
Violoncelos Maria Luísa Cameron, Renato Isaque, Francisco Guedes Paes, William Teixeira, Rafael de Caboclo Costa, Jônatas W. dos Santos Pereira
Contrabaixos Pablo Lyon, Alexandr Iurcik, Alex Dias, Fábio Danzi
Flautas Amanda Bonfim, Tatiane Santos, Renato Correia (flautim)
Oboés André Nardi, Tatiana Mesquita
Clarinetes Maurício Ivo Fernandes, Jussan Cluxnei
Fagotes Marcos Fokin, Mary Macedo, Marcelo Toni (contrafagote)
Trompas André Ficarelli, Edson Nascimento, Daniel Herreras, Álvaro Santos Braga
Trompetes Wellington Carvalho, Denise Castilho, Mauro Stahl
Trombones Silas do Amaral, Anderson Pego, Rodrigo da Rocha
Tuba Rubens Mattos
Percussão Marcel Balciúnas, Wagner Gusmão, Priscila Balciúnas, Sérgio Vieira
Celesta Cláudia Elena Siste
Inspetor Aquiles Ghirelli
Arquivo Gesiel Vilarubia Pereira
Montagem Renato Freitas e Flávio Lazzarin
Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos
Regência: Sérgio Wernec
Técnica Vocal: Lídia Schäffer
Piano: Lucy Rempel e Arthur Nesrala
Professores de Teoria: Juliana Damião Christmann e Daniel Cristiano
Monitores: Maria Medeiros, Angélica Meneses, Rafael Braga, Rodrigo Theodoro
Coordenadora: Natália Romano
Operacional: Alex Oliveira
Sopranos | Juliana Ferreira da Silva, Liliane da Silva Maciel, Ludmila Barbeiro, Tatiana Rosa dos Santos, Vânia Cristina Nascimento, Elisângela Kátia Akazawa, Maria Marques Medeiros Rodrigues da Silva, Patrícia Bessa Galo, Rúbia Gonzalez, Cintia Maria Rodrigues Rosa
Contraltos | Alessandra Cynthia de Jesus, Liliane de Paula Souza, Nathalia Soares de Siqueira, Luciana Souza Gutlich, Matheus Reis Rosa, Carolina de Carvalho Ribeiro, Mirian Barcelos Soares Moreira
Tenores | Elton Oliveira de Souza, Fabiano Fortes Bustamante, Daniel Bertholdo, Gabriel Felipe Damas Marinelo, Gerson Borges Gonçalves de Oliveira, David dos Santos Medrado, Euclides Takashi Ehara, Vitor Siqueira Barbero
Baixos | Flávio Fachini Ferreira, Miler Ezequiel dos Santos, Vicente Fernandes de Sampaio Junior, Guilherme do Nascimento Davino, Vinícius Pereira de Abreu, Gabriel Moura Vilas Boas Santos, Caio Calligaris Passarello Antunes