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Pesquisa: Literatura Brasileira de Expressão Alemã

Pesquisa: Literatura Brasileira de Expressão Alemã > HILDA SIRI 1918-2007

Grupo RELLIBRA - "Relações Linguísticas e Literárias Brasil-Alemanha" | www.rellibra.com.br
Credenciado na USP e no CNPq
Coordenação Geral: Profa. Dra. Celeste Ribeiro de Sousa

 

HILDA SIRI (1918-2007): vida e obra

Autoria: Celeste Ribeiro de Sousa, 2008

ISBN: 978-85-64168-11-4

Direitos autorais: veiculação autorizada pelos herdeiros.

 

 

Dados biobibliográficos

Hilda Siri, pseudônimo de Hilda Iris Zwanziger, nascida Gressler, vem ao mundo em Ijuí, no Rio Grande do Sul, em 21/01/1918, portanto, no ano do término da Primeira Guerra Mundial e da derrota do Reich alemão, assinada no Tratado de Versailles. Hilda Siri é filha de Paulina e Bernardo Gressler. Recebe educação esmerada, primeiro na “Deutsche Volksschule” (curso primário na escola alemã) em Ijuí, com aulas extras de ginástica e de pintura, e, depois, no Colégio Americano em Porto Alegre, onde permanece em sistema de internato e onde figura entre as melhores alunas, e, por fim, na “Haushaltschule des Evangelischen Stifts” em Alt-Hamburg, hoje bairro de Novo Hamburgo.

 

Imagem: Hilda Siri ao lado de seu portrait na parede (1969).

 

 

Recebe, além disso, junto com as duas irmãs, aulas de piano com um professor alemão. Revela especial talento e sensibilidade para o aprendizado de línguas, talento estimulado por sua bisavó Susanne, figura familiar de fulcral importância em sua vida, que conhecia de cor todas as baladas de Schiller e as declamava à deslumbrada bisneta, bem como trechos inteiros de peças teatrais do mesmo autor, que também costumava ensaiar e representar na colônia, além de ela própria compor poesias de ocasião dedicadas à inauguração de algum monumento ou de alguma festividade[1].

 

Imagem: Hilda Siri com 13 anos (1931).

Imagem: Bisavó de Hilda Siri: Susanne Gessinger Becker (1843-1937)

 

 

 

 

 

 

 

 

A família materna de Hilda Siri no Brasil recua ao ano de 1854, quando por aqui aporta o navio que traz seu trisavô materno - C.F. Becker – em companhia da mulher, do único filho, August, e de um baú de carvalho, hoje exposto no Museu de Ijuí.

 

Imagem: Baú trazido pelo imigrante C.F. Becker, trisavô materno de Hilda Siri

Imagem: Parte interna da tampa do baú com dados dos primeiros donos

 

No mesmo navio também viaja uma moça chamada Susanne Gessinger, nascida em 4 de fevereiro de 1844, em Rachtisch, no Hunsrück, junto ao rio Mosela.

 

No Brasil, August e Susanne casam-se e vêm a ser os bisavós maternos de Hilda Siri. A correspondência entre a autora e a bisavó, tratada por “Mutter” (mãe), trocada durante a estadia de Hilda no internato em Porto Alegre, mostra como era intenso o afeto entre as duas, o que fica também evidente em várias das narrativas, que haverá de publicar, como, por exemplo, no texto Die alte Truhe (O velho baú).

 

Aos 16 anos, Hilda Siri está de volta à casa paterna. Não chega à Universidade, pois para tanto lhe faltam os necessários conhecimentos da língua portuguesa. Em casa, embora bem educada, descobre-se, contudo, sem profissão. Assim, a alternativa é trabalhar na casa de comércio de seus pais, ficando de manhã no escritório a fazer estatísticas, e à tarde atendendo clientes no balcão. Depois de noivar com o ator alemão Marquard Zwanziger, decide ser artesã e aprender a fazer flores artificiais e grinaldas de noiva, uma profissão que nunca será exercida.

 

Hilda Siri trava conhecimento com Marquard Siegfried Zwanziger, nascido em 16 de fevereiro de 1911, em Neuburg an der Donau, portanto, 7 anos mais velho que ela, em Ijuí, quando o grupo de teatro Riesch, em tournée pela América do Sul, passa por esta pequena cidade brasileira. Marquard Siegfried Zwanziger é filho ilegítimo do dramaturgo e poeta expressionista alemão Walter Hasenclever e Josephine Klotz Zwanziger.

 

Hilda e Marquard casam-se em 1936, quando ela está com 18 anos, e desse casamento nascem 3 filhos: Irma, Marcus e Martim.

 

Imagem: Hilda Siri no dia de seu casamento

 

Em casa, em Porto Alegre, Hilda Siri costuma receber hóspedes com frequência, muitos levados pelo marido para almoçar ou jantar, sem aviso prévio. No ambiente doméstico, dá-se ênfase à leitura, sobretudo de livros alemães adquiridos através da Deutsche Buchgemeinschaft e, depois, durante a Segunda Guerra, de revistas, que a tia Anni envia da Alemanha. À noite, das oito às dez, ouve-se “A voz da Alemanha” na rádio: as músicas em voga, os concertos e as notícias. Otto Schinke, o locutor, que é amigo do marido, costuma despedir-se com as sombrias palavras “‚Aufwiederhören! Wenn es Morgen noch einmal möglich ist” (Até amanhã. Se amanhã ainda for possível). Muito tempo depois da Segunda Grande Guerra ter terminado, Otto Schinke, de visita a sua casa, e com o apoio de muito whisky, conta-lhe o que fora a última noite em Berlin, a chegada dos russos, a ruína total, a fuga, o desprezo de todos.

 

E, um dia, aqui no Brasil, em consequência dessa mesma Guerra, durante o governo getulista, Hilda Siri surpreende-se com o fato de ter, do dia para a noite, “virado brasileira”, assim como todos os outros imigrantes e seus filhos, e com o fato de a vida ter-se tornado muito difícil. É um tempo de que não gosta de falar, porque, segundo ela, compreendê-lo só é possível a quem vivenciou essas circunstâncias, isto é, as perseguições, a marginalização e o desprezo acintoso dos brasileiros.

 

Imagem: Hilda Siri em 1946

 

 

De repente, vê-se empobrecida e sozinha com os três filhos, pois o marido ausenta-se com frequência.

 

Repara nos conterrâneos simpatizantes do Nazismo, que haviam ido para a Alemanha servir no exército de Hitler, os quais voltavam agora ao Brasil. Entre eles, está o professor Brutscheidt que acaba por achar trabalho como redator no jornal Die Serra-Post em Ijuí.

 

Hilda Siri começa, então, a dedicar-se ao aprimoramento da língua portuguesa, junto com o aprendizado do inglês, e principia a escrever literatura. Para “treinar”, conforme suas palavras, traduz O saci de Monteiro Lobato, texto não publicado. Escreve, em seguida, um poema dedicado aos imigrantes, que é aceito e publicado, em 1951, pelo editor e dono do jornal Die Serra-Post. Trata-se de um poema, que vem a conhecer posteriormente, pelo menos, seis republicações também em outros jornais. Neste mesmo ano de 1951, sai igualmente publicada a sua tradução do poema “O tempo” (“Die Zeit”), de Olavo Bilac.

 

No ano seguinte, em 1952, vem a lume o conto Dia alte Truhe e a tradução de Ressurreição (Heilige unter sich”), de Machado de Assis.

 

A seguir vem o convite para escrever regularmente na coluna „Für die Frau“ (Para a mulher) ou “Frauenecke” (Cantinho da mulher), do mesmo jornal, a que se dedicará nos próximos dez anos. Também passa a colaborar com o Serra-Post Kalender.

 

E, a partir de agora, não cessará mais de escrever poesias, contos, narrativas de viagem, peças de teatro, prosa memorialística e ensaística.

 

Depois de uma longa ausência, o marido retorna a casa muito doente. É um tempo ainda mais difícil, em que precisa vender jóias, objetos de arte, para fazer face às despesas.

 

No começo de 1952, surge a oportunidade de comprar uma pequena loja – o bazar ABC - e se dedicar ao comércio. De novo, o marido se ausenta e ela fica só com o negócio. Paralelamente ainda aceita um outro trabalho como agente da Companhia de Seguros Livonius. E continua escrevendo. Então, o marido retorna, melhor de saúde, e assume a loja.

 

Em 1955, faz publicar sua tradução do poema “As pombas”, de Raimundo Correa.

 

Em 1956, publica outras traduções da literatura brasileira: A festa no céu, de Luiz da Câmara Cascudo; O menino rico e o pobrezito, de Coelho Netto, e O mate do João Cardoso, de José Simões Lopes Neto. Ainda em 1956, transpõe para o alemão o célebre poema do britânico Rudyard Kipling “If”.

 

Por volta de 1957, abandona a companhia de seguros para assumir uma colocação de professora de trabalhos manuais no SESC. Volta a receber aulas de inglês, mas ressente-se da falta de método no ensino do idioma. Como o marido lhe enviara da Alemanha um método “para aprender russo sozinho”, resolve também aprender russo. Dado que em Ijuí há muitos russos de fala alemã, descobre um homem, que fora professor na Rússia, a quem mostra o método e, assim, começa a fazer uma idéia de como aprender (e ensinar) um idioma estrangeiro. Com o primeiro dinheiro economizado, adquire na Livraria Globo de Porto Alegre um “Linguaphone”, cujos primeiros discos ela decora. Utiliza o mesmo método para aprender francês. Acredita escrever literatura, mais por amor à língua do que pelos dotes da fantasia.

 

Em 1960, à beira da bancarrota, seu marido ressuscita em Porto Alegre (na Rua dos Andradas) a “Deutsche Stunde” (Hora alemã) na rádio Progresso e, depois, na rádio Itai. Como a propaganda precisa ser feita em forma de verso, Hilda Siri assume mais outra profissão: é ela quem versifica os textos propagandísticos.

 

Entretanto, a filha Irma casa-se e o filho Marcus passa a estudar em Porto Alegre.

 

Mesmo tendo vendido o bazar e as jóias, o dinheiro arrecadado não chega para cobrir as dívidas e Hilda Siri é obrigada a desfazer-se dos últimos objetos preciosos que possui.

 

É, então, convidada a ser professora de alemão no Goethe Institut de Porto Alegre. Em paralelo, também passa a estruturar um programa cultural para a rádio, que irá ao ar nos próximos 6 anos,  com recitação de poemas, com música clássica e música brasileira, cuja beleza descobre. Em simultâneo, angaria patrocinadores não só para seu programa, mas também para o Serra-Post Kalender. É por essa época que conhece Balduíno Rambo (1906-1961), um escritor teuto-brasileiro ilustre.

 

Em novembro de 1963, morre Marquard Zwanziger. Hilda Siri está com 45 anos e vê-se obrigada a assumir mais uma profissão: a de tradutora para uma grande firma e, em paralelo, também passa a dar aulas particulares. Com o dinheiro ganho, somado à pensão de viúva, consegue mudar-se do centro de Porto Alegre, zona perigosa, para o bairro “Moinhos de vento”.

 

 Na primeira metade de 1966, recebe do Instituto Goethe uma bolsa para estudar/estagiar na Alemanha, tendo, porém, de custear as passagens. Uma vez na Alemanha, vende, entre outras coisas, as cartas de Walter Hasenclever a Josephine Klotz Zwanziger por mil marcos, o que lhe possibilita regressar de avião.

 

Hilda Siri está agora com 50 anos. Além da literatura, nenhum dos trabalhos que realiza lhe dá prazer. Volta-se, então, com intensidade para o estudo da gramática alemã, enquanto a fama de boa professora lhe traz o aumento do número de aulas no Instituto Goethe, bem como o de alunos particulares, o que lhe permite reduzir o leque das profissões exercidas.

 

Em 1971, morre-lhe o pai, que lhe deixa ações e dinheiro como herança. Com isso, pode afinal mudar de vida. No começo de 1972, aos 54 anos, compra, em Lomba Grande, nos arredores de São Leopoldo, uma casa rodeada por 28 hectares de terra, com pomares e horta, onde passa a residir, tornado-se proprietária e, finalmente, dedica-se plenamente ao ofício de escritora. É por essa época que Wilhelm Hugo Fick (Willi) entra em sua vida. Passa, então, também a registrar por escrito as histórias que Willi lhe conta. Wilhelm Fick falece em Porto Alegre em 26 de novembro de 1993, quando Hilda Siri já está com 75 anos.

 

Em 1996, muda-se para a casa do filho Marcus em Campinas, no estado de São Paulo. É aqui, durante os últimos anos de vida que aprende a manusear o computador e nele empreende a reunião de todos os seus escritos, que darão origem ao volume intitulado Die alte Trunhe, com edição própria, mas que conhece duas tiragens: uma em 1999 e outra em 2000, num total de 400 exemplares, que logo se esgotam.

 

Imagem: 1999 - Hilda Siri por ocasião do “lançamento” de seu livro "Die alte Truhe"

 

 

Mas não só: também se dedica à formação de uma pequena horta, onde planta e cuida de diversos tipos de vegetais: salsa, manjericão, cebolinha e outros temperos.

 

A escritora Hilda Siri vem a falecer em Campinas, em maio de 2007, aos 89 anos.[2]

 

Senhora de vasta obra, é uma das mais profícuas escritoras dentre os autores teuto-brasileiros. Suas obras debruçam-se sobre vários temas, mas as memórias fazem-se presentes em muitas delas.

 

Entre seus escritos há narrativas curtas, poesias, dramas, ensaios e artigos vários:

 

 

Narrativas:

 

Die alte Truhe (O velho baú). In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1952, p.81-92. Deutsch Português

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 23-31.

 

Heilige unter sich (Ressurreição). (Traduzido de Machado de Assis). In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1952, p.161-176. Deutsch

 

Das Preisausschreiben (O certame). In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1952, p.197-204. Deutsch

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 137-140.

 

 Ein Schulexamen (Um exame escolar). In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1953, p. 213-228. Deutsch

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 48-57.

 

Die Rache des Urwalds. Ein Einwanderungsschicksal aus einer Familienchronik (A vingança da floresta. Um destino de imigrante extraído de uma crônica familiar). In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1955, p. 107-110. Deutsch Português

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 31-34.

 

Der reiche und der arme Junge (O menino rico e o pobrezito). Traduzido de Coelho Netto. In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1956, p. 157-158. Deutsch

 

Die Musterreiter sind da! (Chegaram os mascates!). In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1956, p. 251 - 265. Deutsch Português

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 59-75.

 

Das Fest im Himmel (A festa no céu). Traduzido de Luiz da Câmara Cascudo. In: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1956, p. 267-268. Deutsch

 

Eine schoene Erinnerung. Der Raddampfer Porto Alegre  (Uma bela recordação. O vapor de roda Porto Alegre). In: Brasil-Post, São Paulo, 06.01. 1990, p. 11.

Também como Der Raddampfer Porto Alegre (O vapor de roda Porto Alegre) in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 160-163. Deutsch

 

Napoleão. In: Brasil-Post, São Paulo, 31.03. 1990,  p. 7. Deutsch

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 42-44.

 

Mein Städtchen erwacht (Minha cidadezinha desperta). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 8-10. Deutsch

 

Abendstimmung auf dem Kamp (Atmosfera noturnal no campo). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 10-11. Deutsch

 

Es reift (Cai geada). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 11-13. Deutsch

 

Erstes Weihnachtsfest in der neuen Kolonie (Primeira festa de Natal na colônia). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 16-19. Deutsch Português

 

Geburt am Rande des Urwalds (Nascimento na orla da floresta). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 19-22. Deutsch

 

Der Tod der onça (A morte da onça). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 34-37. Deutsch

 

Die Turbine (A turbina). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 44-46. Deutsch

 

Die Kirchturmuhr (O relógio da torre). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 46-48. Deutsch

 

Das Familiengrab (O túmulo de família). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 57-59. Deutsch

 

Das Loch im Kringel (O buraco na rosquilha). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 75-79. Deutsch

 

Das Gerede (O boato). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 79-84. Deutsch

 

Rückkehr ins Leben (De volta à vida). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 84-92. Deutsch

 

Der Brief (A carta). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 92-95. Deutsch

 

… hat meine Mutter gesagt (… disse minha mãe). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 95-99. Deutsch

 

Bräutigame auf Bestellung (Noivos por encomenda). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 112-118. Deutsch

 

Die Thebe in Ijuí (A companhia Thebe em Ijuí). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 118-125. Deutsch

 

Das Gemeindefest (A festa da comunidade). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 125-132. Deutsch

 

Die Kiste (A caixa). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 132-137. Deutsch

 

Der Heuhaufen (A meda de feno). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 146-148. Deutsch

 

Der Kater (O gato). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 149-151. Deutsch

 

Begegnung mit Till Eulenspiegel (Encontro com Till Eulenspiegel). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 152-156. Deutsch

 

Die Parade (O desfile). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 156-158. Deutsch

 

Der große Buckel (A grande corcunda). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 164-184. Deutsch

 

Das brave Pferd und sein unvernünftiger Herr (O cavalo obediente e seu dono sem juízo). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 184-185. Deutsch

 

Die große Tour (A grande viagem). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 192-223. Deutsch

 

 

Poesias:

 

Den ersten Einwanderern gewidmet (Dedicado aos primeiros imigrantes). In: Die Serra-Post, Ijuí, 21.07.1951, p. 2. Deutsch

Também como Den ersten Einwanderern (Aos primeiros imigrantes). In: Deutsche Nachrichten, São Paulo, 25.07.1954, p. 13.

Também in: Unser Tag. Ein Festspielbuch zur Feier der 130. Wiederkehr des Tages der ersten deutschen Einwanderung in Brasilien. São Leopoldo, Federação dos Centros Culturais 25 de Julho, 1954, p. 22.

Também in: Deutsche Nachrichten, São Paulo, 23.07.1955, p. 11.

Também in: Deutsche Nachrichten, São Paulo, 21.07.1956, p. s. n.

Também in: Mitteilungsblatt der Federação dos Centros Culturais 25 de Julho. Nº 13, São Leopoldo,1957, p. 3.

Também in: Deutsche Nachrichten, São Paulo, 20.07.1957, p. 8.

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 14.

 

Die Zeit (O tempo). Traduzido de Olvavo Bilac. In: Die Serra-Post, Ijuí, 29.12.1951, p. 3. Deutsch

 

Gemeinsam (Junto). In: Die Serra-Post, Ijuí, 12.03.1952, p. 2. Deutsch

 

Frohe Weihnacht (Feliz Natal). In: Die Serra-Post, Ijuí, 20.12.1952, p. 1. Deutsch

 

Am Lagoão (No lagoão). In: Die Serra-Post, Ijuí, 09.01.1954, p. 3. Deutsch

Também como Geliebte Heimat. Am Lagoão (Querido torrão natal. No lagoão). In: Unser Tag. Ein Festspielbuch zur Feier der 130. Wiederkehr des Tages der ersten deutschen Einwanderung in Brasilien. São Leopoldo, Federação dos Centros Culturais 25 de Julho, 1954, p. 29.

 

Unsterblichkeit (Imortalidade). In: Die Serra-Post, Ijuí, 14.04.1954, p. 3. Deutsch

 

Im neuen Land (Na nova terra). In: Die Serra-Post, Ijuí, 24.07.1954, p. 1. Deutsch

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 14-15.

 

Freue Dich (Alegra-te). In: Die Serra-Post, Ijuí, 18.12.1954, p. 3. Deutsch

 

Die Tauben (As pombas). (Traduzido de Raimundo Correia). In: Serra-Post Kalender, Ijuí, Ulrich Löw, 1955, p. 130. Deutsch

 

Wenn (Se). (Traduzido de Rudyard Kipling). In: Serra-Post Kalender, Ijuí, Ulrich Löw, 1956, p. 33. Deutsch

 

Der Matte des João Cardoso (O mate do João Cardoso). (Traduzido de José Simões Lopes Neto). In: Serra-Post Kalender, Ijuí, Ulrich Löw, 1956, p. 182. Deutsch

 

So einen Tag wie heut’ (Um dia assim como hoje). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 1. Deutsch

 

Erwachender Tag (O dia que desponta). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 1. Deutsch

 

Wenn du erwachst (Quando tu acordas). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 2. Deutsch

 

Herbst am Lagoão (Outono no Lagoão). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 2. Deutsch

 

Dämmerstunde (Hora crepuscular). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 3. Deutsch

 

Feierabend (Descanso). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 3. Deutsch

 

Der neue Tag (O novo dia). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 3. Deutsch

 

Liebesgedichte I – VII (Poemas de amor I-VII). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p.4-7. Deutsch

 

Frei (Livre). In: Siri, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 38. Deutsch

 

Ein Tropfen Wasser (Uma gota de água). In: Die Serra-Post, Ijuí, 06.11.1954, p. 3.

Também in: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 38-39. Deutsch

 

Stunden (Horas). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 39. Deutsch

 

Rose (Rosa). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 40. Deutsch

 

Auf der Strasse (Na rua). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 41. Deutsch

 

Der kleine Spieler (O pequeno jogador). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 41. Deutsch

 

Die Alemãos (Os alemãos). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 100-102. Deutsch

 

Die Ballade vom zugesperrten Flügel (A balada do piano trancado). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 102-103. Deutsch

 

Der Zeitungsmord (O assassinato do jornal). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 103-104. Deutsch

 

Ein fleißiger Mann (Um homem laborioso). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 104. Deutsch

 

Meckern (Resmungos). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 105. Deutsch

 

Die Beschwerde (A queixa). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 105. Deutsch

 

Zwerge und Titanen (Anões e titãs). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 106. Deutsch

 

Du kannst ja heimkehren (Tu podes, sim, retornar). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 106. Deutsch

 

Die Schatten der Vergangenheit (As sombras do passado). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 107. Deutsch

 

Kleinigkeiten I-XII (Insignificâncias I-XII). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 141-143. Deutsch

 

Das Diplomatendilemma (O dilema dos diplomatas). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 143-144. Deutsch

 

Guter Rat (Bom conselho). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 144. Deutsch

 

Ohne Titel (Sem título). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 144. Deutsch

 

Die Pille (A pílula). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 145. Deutsch

 

Das Wort in der Stille (A palavra no silêncio). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 187. Deutsch

 

Denke ich zurück (Se eu relembrar). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 186. Deutsch

 

Die Stunde der Bewährung (A hora da prova). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 187-188. Deutsch

 

Die Leier (A lira). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 188-189. Deutsch

 

Sternstunde (Hora estelar). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 189. Deutsch

 

Schnecken (Caracóis). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 189. Deutsch

 

Erwartung (Expectativa). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 190. Deutsch

 

Der Sarg mit dem Schornstein (O ataúde com chaminé). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 191. Deutsch

 

Es ruht mein Kind (Dorme meu filho). In: Siri, Hilda. Der Kindergeburtstag (O aniversário das crianças). In: Die Serra-Post (suplemento do Correio Serrano). Ijuí, Löw, 25 abril 1953, p. 3. Deutsch

 

Wachse, schwelle edle Frucht (Cresce, entumesce, fruto nobre). In: Siri, Hilda. Die Kunst zu altern (A arte de envelhecer). In: Die Serra-Post (suplemento do Correio Serrano). Ijuí, Löw, 11 abril 1953, p. 3 Deutsch

 

Der Regen spülte fort (A chuva lavou). In: Siri, Hilda. Winter (Inverno). In: Die Serra-Post (suplemento do Correio Serrano). Ijuí, Löw, 23 maio 1953, p.3. Deutsch

 

Ein Angebinde (Um presente). In: Siri, Hilda. Die junge Liebe (O primeiro amor). In: Die Serra-Post (suplemento do Correio Serrano). Ijuí, Löw, 11 setembro 1954, p.3. Deutsch

 

Teatro:

 

Die Auflehnung. Schauspiel in 3 Akten. Mit 2 musikalischen Einlagen von August Brutscheidt.  (A sublevação. Peça em 3 atos. Com 2 inserções musicais de autoria de August Brutscheidt). São Leopoldo, Federação dos Centros Culturais 25 de Julho, Rotermund, 1956. 36 p. Deutsch

 

Das Christbäumchen. Weihnachtsspiel in 4 Aufzügen. (A arvorezinha de Natal. Peça natalina em 4 atos). Ijuí, Ulrich Löw, s.d., 16 p. Deutsch Português

 

Mucker und Spötter ( Muckers e caçoadores). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 224-250. Deutsch   Português

 

Die Bremer Stadtmusikanten (Os músicos cantores de Bremen). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 251-262. Deutsch

 

 

Ensaios e outros escritos:

 

Der kulturelle Beitrag der Hausfrau (A contribuição cultural da dona de casa). In: Die Serra-Post, Ijuí, 24.07.1954, p.3. Deutsch

 

Gewitterstimmung im Hause (Ambiente doméstico borrascoso). In: Die Serra-Post, Ijuí, 09.10.1954, p. 3. Deutsch

 

Weihnacht der Hausfrau (Natal da dona de casa). In: Die Serra-Post, Ijuí, 18.12.1954, p. 3. Deutsch

 

Der unbekannten Kolonistenfrau! (À colona desconhecida). In: Mitteilungsblatt der Federação dos Centros Culturais 25 de Julho. Nº 13, São Leopoldo,1957, p. 3. Deutsch

Também in: Deutsche Nachrichten, São Paulo, 20.07.1957, p. 8.

 

Bodenständiges Schrifttum. Betrachtungen einer Dichterin. (Letras localistas. Considerações de uma poetisa). In: Brasil-Post, São Paulo, 24.10. 1959, p. 1. Deutsch  Português

 

Roman Riesch (Roman Riesch). In: Zwanziger, Iris. Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, p. 159-160. Deutsch

 

Wie mein Buch Die alte Truhe entstand (Como nasceu meu livro “O velho baú”). In: Brasil-Post. São Paulo, 21.12.2001, p.16. Deutsch

 

Outros ensaios: clique aqui

 

Coletânea:

 

Die alte Truhe. 2ª ed. Campinas, edição da autora, 2000, 270 p.

 

 

Resumos comentados:

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Bibliografia crítica:

 

Fleischer, Marion (com colaboração de Celeste H. M. Ribeiro de Sousa) – Elos e Anelos. São Paulo, Centro de Germanística, 1981.

 

Leserbrief. In: Brasil-Post, São Paulo, 18.12.1954, p. 3. Deutsch

 

Patro, Herta. Eine Frage – wer kann antworten? In: Brasil-Post, São Paulo, 15.12.2000, p. 16.

 

Walzberg-Paulum, Claere. Kritik des Artikels “Bodenstaendiges Schriftum” von Hilda Siri. In: Brasil-Post, São Paulo, 28.11.1959, p. 32.

 

Mueller, Armindo L.  Ein alter Friedhof, der nicht mehr existiert. In: Brasil-Post, São Paulo, 20.07. 2001, p. 13.

 

Sousa, Celeste H. M. Ribeiro de - A narrativa literária no Anuário do Correio Serrano após 1948: temas. São Paulo, FFLCH-USP, 1980, p. 12-17,72-76, 83-84.

 

Umbach, Rosani - Memória e biografia em O velho baú. Revista Literatura em Debatehttp://www.fw.uri.br/publicacoes/literaturaemdebate/sumario.php?cod_ed=5

 

 



[1] Vide anexo, ao final do texto.

[2] Agradeço ao filho da autora – Marcus Zwanziger - o acesso aos documentos do espólio.