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Pesquisa: Literatura Brasileira de Expressão Alemã

Pesquisa: Literatura Brasileira de Expressão Alemã > WILLY KELLER (1900-1979)

Grupo RELLIBRA - "Relações Linguísticas e Literárias Brasil-Países de língua alemã" | www.rellibra.com.br
Credenciado na USP e no CNPq
Coordenação Geral: Profa. Dra. Celeste Ribeiro de Sousa

 

 

WILLY  KELLER (1900-1979)

Autoria: Karola Zimber, 2011

Direitos autorais: veiculação autorizada pela pesquisadora.

 

Willy Keller nasce em 9 de junho de 1900, com o nome de Karl Wilhelm Keller, na cidade de Constança, à beira do lago do mesmo nome. A família Keller chega a Porto Alegre em janeiro de 1935. Em meados de 1935, decide viajar para o Rio de Janeiro em uma tentativa de fazer contato com o teatro e o cinema brasileiro. Depois de ser agraciado com vários prêmios, Keller morre em 24 de abril de 1979 no Hospital São Silvestre do Rio de Janeiro. Entre suas obras, encontram-se os seguintes títulos:

 

Peças de teatro

 

Rotkäppchen und der böse Dr.Wolf (Chapéuzinho Vermelho e o malvado Dr. Lobo). Peça não localizada. Mencionada em notícia no jornal Deutsche Nachrichten de julho de 1954, trata-se de uma peça que foi representada pelo grupo Kammerspiele.

 

Streitgespräche für Männer (Discussões para Homens). Peça não localizada. Mencionada no verbete relativo a Keller do Biographisches Handbuch der deutschsprachigen Emigration, de 1983.

 

Steigbügels Stimme aus der Gruft (A voz de Steigbügel do Túmulo). Peça não localizada. Mencionada no verbete relativo a Keller do Biographisches Handbuch der deutschsprachigen Emigration, de 1983.

 

Gelächter hinter Gittern (Risos atrás das grades). Peça não localizada. Mencionada no verbete relativo a Keller do Biographisches Handbuch der deutschsprachigen Emigration, de 1983.

 

O macaco Simão. Peça não localizada. Mencionada no currículo enviado em 1956 ao Instituto Nacional do Livro. Peça para adolescentes de 12 a 120 anos, revista por Angelo Labanca.

 

 

Ensaios

 

In eigener Sache (Em causa própria). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 2: 1, 1944.

 

Die geheime Waffe (A arma secreta). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 3:1, 1944.

 

Politische Wandlung (Mudança política). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 4:1, 1944.

 

Alemães antifascistas no Brasil. In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 8:1, 1945.

 

Os campos de concentração e a moral internacional. In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães. Rio de Janeiro, 9: 1, 1945.

 

O ressurgimento das organizações trabalhistas na Alemanha.  In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 10: 1, 1945.

 

Der englischen Arbeiterpartei zum Gruß (Cumprimentando o Partido Trabalhista inglês). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 11: 1, 1945.

 

Am Rande der Zeit (À margem do tempo). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 11: 1, 1945.

 

Rückblick, Ausblick (Retrospecto, perspectivas). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 12: 1, 1945.

 

Furor teutonicus. In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 13: 7, 1946.

 

Notwendige Betrachtungen (Observações necessárias).  In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, s.n.: 4, 1946.

 

Offener Brief an einen Genossen (Carta aberta a um companheiro). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 15: 1, 1946.

 

Ein Irrtum und seine Berichtigung (Um erro e sua correção). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 16: 1, 1946.

 

Europäischer Gedanke und Reaktion (Pensamento europeu e reação). In: Boletim da Associação de Emergência dos Antifascistas Alemães, Rio de Janeiro, 17: 1, 1947.

 

Cinema e realidade. In: Jornal das Letras, Rio de Janeiro, Vll (77): s.p., 1953.

 

À procura da nova literatura alemã. In: Jornal das Letras, Rio de Janeiro, Vll (75): s.p., 1955.

 

S.a. - Maior aproximação cultural entre o Brasil e a Alemanha. In: Diário de Notícias.  Rio de Janeiro, 18 de abr. 1957, s.p.

 

S. a. Sentido e importância da atualidade teatral. In: Leitura, Rio de Janeiro, 15 (2): s.p., 1957.

 

S.a. Arquitetura teatral. In: Leitura, Rio de Janeiro, 15 (4): 55, 1957.

 

l Bienal das artes plásticas de teatro. In: Leitura, Rio de Janeiro, 15 (5): 52, 1957.

 

O teatro de Ionesco.In: Leitura,  Rio de Janeiro, 15 (6): 55-56, 1957.

 

Ballet triádico. In: Correio da Manhã. Rio de Janeiro, 19 de out. de 1958, s.p.

 

O museu Bertolt Brecht. In: Leitura, Rio de Janeiro, 16 (7): s.p., 1958.

 

Aventuras de tradutor. In: Leitura, Rio de Janeiro, 16 (10): s.p.,1958.

 

Novo ano teatral. In: Leitura, Rio de Janeiro, 17 (21): .55-56, 1959.

 

Brasilianische Dichtung Heute (Literatura brasileira hoje). In: Humboldt, Bonn, 1 (1): p.25-31, 1961.

 

Traduções como ponte intelectual entre o Brasil e a Alemanha. In: Humboldt, Bonn, 2, (6): 99-103, 1962.

 

A razão do absurdo: Christian Morgenstern. In: Humboldt, Bonn, 12: p.52, 1965.

 

A razão do absurdo. In: Humboldt, Bonn, 5 (12):.52-55, 1965.

 

Brecht, a sobremesa. In: O Estado de São Paulo. São Paulo, 4 de março de 1967, Supl. Lit.,  s.p.

 

Uma poesia desconhecida de Bert Brecht. In:  Humboldt, Bonn, 7 (16): 94, 1967.

 

Fatzer – ll. In: Revista da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, Rio de Janeiro, 415: 2,  1977.

 

Seminário sobre o teatro alemão. In: O Estado de São Paulo,  5/10/1972.

 

Exiltheater Rio de Janeiro (Teatro de exílio no Rio de Janeiro). In: POHLE, Fritz - Emigrationstheater in Südamerika. Abseits der “Freien deutschen Bühne”, Buenos Aires. Hamburgo, Hamburger Arbeitsstelle für deutsche  Exilliteratur, 1989, p. 37-54.

 

 

Traduções

 

Peças de teatro:

 

Eurydikes Hände (As mãos de Eurídice, de Pedro Bloch). Esta peça foi editada pela S. Fischer em forma de livro-texto, destinada a grupos teatrais interessados na aquisição do direito de encenar a peça. A edição não se destinava ao comércio livreiro.

 

Heute Nacht regnete es Silber (Esta noite choveu prata, de Pedro Bloch). Esta peça foi editada pela S. Fischer em forma de livro-texto, destinada a grupos teatrais interessados na aquisição do direito de encenar a peça. A edição não se destinava ao comércio livreiro.

 

Feinde schicken keine Blumen (Os inimigos não mandam flores, de Pedro Bloch). Esta peça foi editada pela S. Fischer em forma de livro-texto, destinada a grupos teatrais interessados na aquisição do direito de encenar a peça. A edição não se destinava ao comércio livreiro.

 

Sorriso de pedra (de Pedro Bloch). Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula, mas a editora Fischer não soube dar informações sobre ela.

 

Vergelt’s Gott (Deus lhe pague, de Joracy Camargo). Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula. O original encontra-se no arquivo da Universidade de Hamburgo.

 

A história de Carlitos, de Henrique Pongetti). Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula, mas a editora Fischer não soube dar informações sobre ela.

 

Amanhã se não chover, de Henrique Pongetti). Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula, mas a editora Fischer não soube dar informações sobre ela.

 

Das Testament des Hundes (O auto da compadecida, de Ariano Suassuna). 1ª ed. St.Gallen/Wuppertal, Diá, 1968.

 

A última experiência, de Antônio Callado. Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula.

 

A falecida, de Nelson Rodrigues. Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula.

 

Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues. Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula.

 

Almas de lama e aço, de Gustavo Barroso. Esta peça é mencionada por Keller em seus curricula.

 

 

Poemas

 

Mein Kriegsruf (Meu canto de guerra, de Solano Trindade). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960. Também foi publicado no boletim editado por Keller “Notgemeinschaft der Deutschen Antifaschisten”(=Associação dos Anifascistas Alemães), número 13, de 27 de fevereiro de 1946.

 

Lied des Arbeiters Canto do trabalhador, de Solano Trindade). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960. Também foi publicado no boletim editado por Keller “Notgemeinschaft der Deutschen Antifaschisten”(=Associação dos Anifascistas Alemães), número 13, de 27 de fevereiro de 1946.

 

Fünf Sterne über dem Meer (Eram cinco estrelas do mar, de Joaquim Cardoso). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960.

 

Lyrisches Gefühl (Lirismo, de Domingos Carvalho da Silva). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960.

 

Eisenbahn (Trem de ferro, de Manuel Bandeira). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960.

 

Unmögliche Flucht (A fuga impossível, de Augusto Frederico Schmidt). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960.

 

Das Telefon (O telefone, de Antônio Rangel Bandeira). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960.

 

Sonett (Soneto, de Tobias Barreto). Este poema foi publicado na revista Humboldt 1961, e posteriormente inserido por Keller em uma antologia publicada pela editora Rotbuch de Berlim, em 1960. Também foi publicado no boletim editado por Keller “Notgemeinschaft der Deutschen Antifaschisten”(=Associação dos Anifascistas Alemães), número 12, de 15 de dezembro de 1946.

 

Der Hund ohne Federn (O cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto). Publicado pela editora Rot de Stuttgart em 1960.

 

Nach dem Fall von Barcelona (Após a queda de Barcelona, de Carlos Drummond de Andrade). Publicado no boletim editado por Keller “Notgemeinschaft der Deutschen Antifaschisten” (Associação dos Anifascistas Alemães), número 10 de 10 de julho de 1945.

 

Der Faschismus (Regímen, de Guerra Junqueiro). Publicado no boletim editado por Keller “Notgemeinschaft der Deutschen Antifaschisten”(Associação dos Anifascistas Alemães), número 5 de 1 de maio de 1944.

 

 

Narrativas

 

Erinnerungen des Schreibers Isaias Caminha (Recordações do Escrivão Isaías Caminha , de Afonso Henriques Lima Barreto). Esse texto nunca foi publicado. O original encontra-se no arquivo da Universidade de Hamburgo.

 

São Bernardo (São Bernardo, de Graciliano Ramos). O romance foi publicado pela editora Carl Hanser de Munique em 1960, reeditado pela editora Aufbau de Berlim em 1962 e, finalmente, em 1965, a editora Fischer Bücherei de Frankfurt a. M. lançou o romance numa edição de bolso.

 

Karges Leben (1961), Es ist weit bis Eden (1966) (Vidas secas, de Graciliano Ramos). A editora Suhrkamp de Frankfurt a. M. publicou o romance em 1961. A editora Erdmann de Herrenalb reeditou o romance em 1966 com o titulo de Es ist weit bis Eden. Outra reedição foi lançada em 1967 pela Europäische Bildungsgemeinschaft com o título Es ist noch weit bis Eden e, finalmente, a Suhrkamp lançou em 1981 uma edição novamente intitulada Karges Leben.

 

Angst (Angústia, de Graciliano Ramos). Publicado em 1978 pela Suhrkamp.

 

Der König der Welt (O rei da terra, de Dalton Trevisan). Texto não publicado. Os originais encontram-se nos arquivos da Universidade de Hamburgo.

 

O jardim do paraíso (Der Garten Eden de Rudolf Bernauer). Esta tradução é mencionada por Keller em seus curricula.

 

Aquele que diz sim, aquele que diz não (Der Jasager und der Neinsager de B. Brecht). Esta tradução é mencionada por Keller em seus curricula.

 

O gnomo (Erdgeist de Franz Wedekind). Esta tradução é mencionada por Keller em seus curricula.

 

O guardião do túmulo (Der Gruftwächter de Franz Kafka). Esta tradução é mencionada por Keller em seus curricula.

 

A comédia de equívocos  (The comedy of errors de Shakespeare). Esta tradução é mencionada por Keller em seus curricula.

 

 

Entrevista

 

a Werner Röder do Institut für Zeitgeschichte em Munique.

 

 

Editor dos boletins da

Notbücherei deutscher Antifaschisten (biblioteca de emergência dos antifascistas alemães)

 

 

 

Fonte : Zimber, Karola Maria Augusta. Willy Keller: Um tradutor alemão de literatura brasileira. Dissertação de Mestrado (FFLCH-USP), São Paulo, 1998. Saiba mais