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Pesquisa: Literatura Brasileira de Expressão Alemã

Pesquisa: Literatura Brasileira de Expressão Alemã > Wolfgang Ammon (1869-1938): vida e obra

Grupo RELLIBRA - "Relações Linguísticas e Literárias Brasil-Países de língua alemã" | www.rellibra.com.br
Credenciado na USP e no CNPq
Coordenação Geral: Profa. Dra. Celeste Ribeiro de Sousa

 

 

WOLFGANG AMMON (1869-1938): VIDA E OBRA

 

Autoria: Ingrid Ani Assmann, 2015

Direitos autorais: domínio público

Como citar: Assmann, Ingrid Ani. Wolfgang Ammon (1869-1938): vida e obra. São Paulo, Instituto Martius-Staden, 2015. Disponível em

> http://www.martiusstaden.org.br/conteudo/detalhe/159/wolfgang-ammon-1869-1938-vida-e-obra <.

 

 


Dados biobibliográficos
 

 

Wolfgang Ammon nasce em 03 de março de 1869, em Neustadt/Eberswalde, próximo de Berlim. É filho de Oscar Ammon, engenheiro mecânico e diretor de fábrica, e de Emma Ammon. Entre 1876 e 1886, ano da emigração, dedica-se à própria formação escolar em várias cidades: na cidade de Sagan, na Silésia, hoje Polônia; em Dresden, em  Kaiserslautern e em Breslau, na Alemanha.

Em 12 de outubro de 1886, aos 17 anos de idade, Wolfgang Ammon emigra para o Sul do Brasil acompanhado de seus pais e irmãos. A família vem para o Brasil, porque o estado de saúde do pai exige uma mudança de clima.

Em 1890, Wolfgang Ammon inicia-se no comércio da erva-mate.

Entre 1893 e 1894, o escritor participa involuntariamente da Revolução Federalista de Gumercindo Saraiva, no Sul, durante o governo de Floriano Peixoto, o “Marechal de Ferro”.

Em 1895, casa-se com Elizabeth Else Weise, uma teuto-brasileira nascida em Santos (SP), com quem não teve filhos.

Entre 1905 e 1906, viaja pela Europa com a mulher.

Em 1910, é publicado seu texto “Ein Echo” (Um eco) no semanário Das Echo, de Berlin, mundialmente conhecido.

Entre 1913 e 1914, viaja uma segunda vez à Europa.

Entre 1914 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, já no Brasil, concentra esforços em empreendimentos que valorizam a cultura alemã.

Em 1918, apresenta problemas cardíacos, mas restabelece-se em São Bento do Sul (SC). Nesta época, desenvolve uma carreira próspera de comerciante em Papanduva (SC), em Campo Alegre (SC) e como gerente de uma firma de exportação em Joinville (SC).

Por volta de 1920, afasta-se dos negócios e inicia a atividade literária como profissão, não mais como atividade secundária, tendo fixado residência, em 1921, em São Bento do Sul (SC).

Em 1922, defende tenazmente a cultura alemã no Brasil. Torna-se co-fundador e colaborador da “Sociedade Brasileira dos Amigos da Cultura Germânica”, no Rio de Janeiro.

Entre 1923 e 1937, produz quase toda a sua produção literária.

Em 07 de dezembro de 1938, às 18 horas, falece em São Bento do Sul (SC) de colapso cardíaco.

Entre os alemães que emigraram para o Brasil, ou entre os brasileiros de ascendência germânica, não há muitas personalidades cujos nomes tenham conseguido transpor as fronteiras de uma região pelo seu “valor como educadoras, mentoras de aculturação ou pelo significado de sua obra”[1] (82). Uma exceção é o escritor teuto-brasileiro Wolfgang Ammon.

Seu pai, Oscar Ammon, exercera cargos de engenheiro, dirigente e ferreiro na região da Silésia (Schlesien), atual Polônia, e no Palatinado (Pfalz), e seu avô e padrinho fora pastor protestante em Magdeburg.

Wolfgang Ammon, como primeiro filho, deveria estudar Teologia, mas esse plano não pode ser concretizado, pois a saúde do pai impunha uma mudança de clima. Além disso, ainda menino, Wolfgang manifestara interesse pela literatura, tentando escrever pequenos poemas e descrições de viagens.

A 12 de outubro de 1886, a família Ammon[2] deixa a Alemanha para procurar um novo lar no Brasil.

A família vem através da Companhia Colonizadora de Hamburgo, no navio Valparaíso, que chega ao Rio de Janeiro a 12 de novembro de 1886. O destino da família é a antiga cidade D. Francisca, hoje Joinville, no Estado de Santa Catarina[3] (84).

Aos 17 anos, Wolfgang Ammon consegue, rapidamente, um emprego de vendedor e, em seis meses, já está totalmente familiarizado com a língua portuguesa.

Passados alguns anos, a família muda-se para Papanduva, município situado nas proximidades de Canoinhas, em Santa Catarina, com a intenção de encontrar um clima mais propício para a saúde do pai.

Wolfgang, já com 21 anos, dedica-se, em Papanduva, ao comércio de erva-mate, planta nativa na região.

No pequeno município montanhoso de Papanduva, consegue a confiança dos cidadãos, que o elegem juiz de paz e presidente da Câmara.

Algum tempo depois, retorna a Joinville, onde seus negócios se ampliam e torna-se proprietário de uma casa de exportação. Sua vida pública fica marcada por atuações em associações de utilidade pública e cultural. Entre outras, colabora nas instalações de um centro dedicado à cultura teuto-brasileira, na fundação da Associação Comercial de Joinville e no incentivo para o funcionamento da Associação das Mulheres Evangélicas e da Associação de Pais e Mestres.

Esse trabalho, desenvolvido não só junto aos imigrantes mas também aos brasileiros, leva-nos a crer que Ammon era um ser humano com reais princípios idealistas. Era um homem feito para sociedade, comprometido com os problemas sociais. Um homem humano!

Ammon empreende, com sua esposa, duas viagens à Europa nos anos de 1905 a 1906 e 1913 a 1914 para ampliar sua formação intelectual. Uma das experiências mais impressionantes da última viagem foi o diálogo que teve com o Papa Pio X.       Na condição de jornalista, Ammon consegue um “cartão de entrada”, para ele e sua mulher, e são recebidos pelo Papa juntamente com um grupo de religiosos e estrangeiros, a 15 de dezembro de 1913. Esse acontecimento foi relatado e publicado pelo Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender de 1929, com o título “Eine Audienz beim Papst” (Uma audiência com o Papa). Ammon menciona as discussões que há muito tempo vinham ocorrendo entre o governo italiano e o Vaticano, com a finalidade de uma maior aproximação entre ambos. No mesmo artigo, contrasta a figura simples, humana e humilde do Papa Pio X, o “meigo Papa Pio X”, segundo suas palavras, com a descrição minuciosa que faz da suntuosidade do palácio e das pessoas que fazem parte do cerimonial.

 

     Der Papst Pius X war leise engetreten.

     Zwischen den blitzenden, farbenreichen Uniformen seines Hofstaates, zwischen den ordenbesetzten Fräcken und kostbaren Priestergewändern stand er einfach und erhaben in elfenbeinfarbenen Hirtenkleide mit gleichfarbiger Pellerine. Ein kostbares Kreuz hing an doppelter Kette uber seiner Brust. Die breiten Gesichtszüge von Klugheit und Güte zeugend, das starke Kinn, die kräftige Nase... [...] in den Augen und der Körperhaltung drückte sich Mattheit aus.[4]

 

       

Ao final da visita, o papa abençoa o grupo, em latim, e suas palavras fazem com que Ammon conclua que todas as igrejas e seitas cristãs têm em comum muitas coisas como a Bíblia Sagrada, a fé e a oração do Padre-Nosso, mas que, mesmo assim, combatem-se mutuamente desde sempre.

A característica que Ammon apresenta, decorrente de sua interpretação das palavras de Pio X, é sua sensibilidade constante para com o simples, o humano e a união das pessoas, preocupação que se reflete, entre outras, em toda a sua obra.

Durante os conturbados anos da Primeira Guerra Mundial, começam a surgir as primeiras publicações de Ammon no círculo de leitores da literatura teuto-brasileira ou “literatura brasileira de expressão alemã”, no Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender, editado por H. Otto Uhle, no Rio de Janeiro e em Curritiba, e, depois, também em outros Kalender. Um dos artigos é “Eine Quelle des Deutschtums” (Uma fonte do patrimônio cultural alemão) que demonstra a direção de seus pensamentos, quando não estão envolvidos no mundo dos negócios.

Em seus trabalhos literários e jornalísticos, destacam-se também os temas concernentes à sensibilidade dos imigrantes alemães e de seus descendentes, ligados ao Brasil por uma “questão de solo”, e à Alemanha por uma “questão de sangue” e respeito pela terra dos ancestrais. O teuto-brasileiro é, espiritualmente, um peregrino entre dois mundos, segundo Martin Fischer.

Por volta de 1920, Ammon adoece, muda-se para a pequena cidade montanhosa de São Bento do Sul e, a partir dessa data, despoja-se das vestes de homem de negócios, a fim de deixar florescer e crescer o escritor humanitário que traz dentro de si.

Com rara sensibilidade, trata os problemas culturais e linguísticos dos imigrantes alemães recém-chegados ao Brasil, a luta por melhores instalações escolares e fundações culturais, e o trabalho incansável por uma maior compreensão entre brasileiros e teuto-brasileiros. Essas são metas defendidas e expressas intensamente em toda a sua vida de escritor e jornalista.

Na totalidade de sua obra publicada, transparece o acervo de conhecimentos e experiências adquiridos por Ammon durante longos anos de inteligente e minuciosa observação da realidade que o cerca.

Em 1922, Ammon merece o reconhecimento como um dos fundadores e colaboradores da “Sociedade Brasileira dos Amigos da Cultura Germânica” que visava a combater o clima tenso reinante no Brasil em relação à Alemanha pós-guerra. Sugere o escritor para a entidade o nome de “Sociedade Tobias Barreto”, acreditando que a atividade da nova organização poderia ser mais fecunda se ostentasse “o nome de um dos defensores das ideias alemãs no Brasil”.[5]

A sociedade atuou apenas durante algum tempo em defesa do objetivo ao qual se propusera e teve Wolfgang Ammon como seu principal representante nas comunidades de Santa Catarina e Paraná.

Se, por um lado, a aproximação entre alemães e brasileiros e a luta pela compreensão da importância do patrimônio cultural alemão na comunidade luso-brasileira são alguns dos objetivos que Ammon tenta atingir, por outro lado, trabalha incansável e continuamente pelo reconhecimento da contribuição dos imigrantes alemães para o desenvolvimento sócio-cultural brasileiro.

Durante e após a Primeira Guerra Mundial, quando o fantasma do desemprego castiga o povo alemão, Ammon, consciente de seu papel de escritor e jornalista engajado, apresenta em sua obra, com grande objetividade, as condições da terra deixada pelos emigrantes e as da nova terra, pátria do imigrante.

É justamente neste enfoque que se verifica o posicionamento de Ammon frente ao “programa de emigração e colonização que já existia antes mesmo da abolição do trabalho escravo e cujas ideias e princípios ainda vigoravam”.[6]

No sentido de conscientizar e de orientar o imigrante alemão na nova terra, Ammon publica inúmeros artigos e textos literários em jornais alemães do Brasil e da Alemanha, em revistas e, principalmente, em anuários teuto-brasileiros, ao lado de algumas publicações em forma de livro.

A obra de Ammon, considerada em seu conjunto, apresenta-se como um mosaico, onde diferentes textos se interrelacionam, delineando o pensamento do escritor que considera a imigração alemã no Brasil não apenas do ponto de vista econômico e político: a imigração, para ele, deveria visar, muito mais do que isso, deveria incentivar a interação social, cultural e moral do imigrante na terra adotiva.

Entre os textos produzidos por Wolfgang Ammon, selecionamos os seguintes:

 

 

Narrativas

 

Der Wendepunkt (O ponto de viragem). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1925, p. 47-59. Conto.

 

Im Contestado (No Contestado). Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1926, p. 75-91. Conto.

 

Hansel Glückspilz. Abenteur und Erlebnisse eines jungen Brasilianers (Joãozinho Felizardo. Aventuras de um jovem brasileiro). Curitiba, Impressora Paranaense Max Schrappe, 1926. Romance. Deutsch Português

 

Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 9-36.

 

Die Leiter zum Glück (A escada para a felicidade). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 37-153.

 

Die Braut von drüben (A noiva de lá). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 155-213.

 

Die Blumeninsel (A ilha das flores). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 215-226.

 

Weihnachten unter dem südlichen Kreuz (Natal sob o Cruzeiro do Sul). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 227-236.

 

Ein Echo (Um eco). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 237-245.

 

Familie Rottorf im Urwald (A família Rottorf na mata virgem). In: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927, p. 247-305.

 

Abschied von der Jugend (Despedida da juventude). In: Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1928, p. 77-92. Novela.

 

A la Garçonne (À garçonne). In: Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1930, p. 249-270. Novela.

 

Die Nesselguste (A Augusta porco espinho). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1930, p. 49-63. Conto.

 

Gute Vorsätze (Bons propósitos). In: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1931, p. 202-204. Conto.

 

Fremdes Blut (Sangue estrangeiro). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 23 dez. 1930. Também in: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1931, p. 65-70. Conto.

 

Der neue Caixeiro (O novo caixeiro). In: Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1932, p. 55-81. Conto.

 

Stiefbrüder (Meios-irmãos). In: Kalender für die Deutschen Evangelischen Gemeinden in Brasilien. Porto Alegre, 1931, p. 81-85. Conto.

 

Die drei Goldsucher am Batêas Fluss (Os três procuradores de ouro no Rio Bateas). In: Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender, Rio de Janeiro/Curitiba, 1933, p. 111-140. Conto.

 

Unter Garimpeiros im Diamantengebiet (Entre garimpeiros na região dos diamantes). Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1933, p. 65-82. Conto.

 

Hinterwälders erste Luftfahrt (Primeira viagem aérea à floresta). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender), São Leopoldo, 1934, p. 74-92. Conto.

 

Die Erscheinung aus dem Reich der Geister (A aparição do reino dos espíritos). In: Neue Heimat. Illustriestes Jahrbuch für das Deutschtum in Brasilien. Curitiba, 1934, p. 49- 74. Conto.

 

Die feindlichen Konkurrenten. Novelle aus dem wilden Westen der Südstaaten (Os concorrentes inimigos. Novela do oeste selvagem dos Estados sulinos). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1935, p. 65-91.

 

Ein Gramm Glück (Um grama de sorte). In: Blumenauer Volkskalender. Blumenau, 1935, p. 43-85. Conto.

 

Das Experiment des Lehrers (O experimento do professor). In: Kalender der Serra-Post. Ijuí, Ulrich Löw, 1935, p. 61- 108. Conto.

 

Kalendermanns Standrede (O discurso improvisado de Kalendermann). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1935, p. 31-36. Conto.

 

Gott sei Dank es hätte schlimmer sein können (Graças a Deus, poderia ter sido pior). In: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1936, p. 113-125. Conto.

 

Dr. Eisenbart auf dem Campo (O Dr. Eisenbart no campo). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1936, p. 79-97. Conto.

 

Der Neger (O negro). In: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1936, p. 83-95. Conto.

 

Ein Schreibfräulein fliegt über die Wildnis nach Goyas (Uma garota escrevente voa para Goiás por sobre a floresta). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1937, p. 94-120. Conto.

 

Der Sonderling auf der Flucht (O esquisitão em fuga). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1938, p. 65-86. Conto.

 

Eine gefährliche Stellung (Uma posição perigosa). In: Uhle’s Illustrierter deutsch-brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1938, p. 203-221. Conto.

 

Ein Vagabund kommt in Versuchung (Um vagabundo cai em tentação). In: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1938, p. 83-93. Conto.

 

In der “Garganta do diabo”. Erzählung nach der Wirklichkeit. (Na garganta do diabo. Narrativa da realidade). In: Kalender der Serra-Post. Ijuí, Ulrich Löw, 1939, p. 49-76. Conto.

 

Geisterspuk in der Wildnis (Assombração na floresta). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1940, p. 65-74. Conto.

 

Narrativas não publicadas

 

Quartaners Abenteuer (As aventuras de um quartanista). Romance não publicado.

 

Weltverloren. Roman aus dem wilden Westen Südbrasiliens. (Nos confins do mundo. Romance do oeste selvagem no sul do Brasil). Romance não publicado.

 

Der Tiger (A onça).  Conto não publicado.

 

Die Seele des Kolonisten Sauerbier (A alma do colono Sauerbier) Conto não publicado.

 

Drei Rosen (Três rosas). Conto não publicado.

 

Im Urwalde verirrt (Perdido na floresta). Conto não publicado.

 

Tertianers Irrfahrten in Brasilien (Os desenganos de um adolescente no Brasil). Conto não publicado.

 

Poesias

 

Ein Gruss an die deutsche Feuerwehr von Joinville. Zum Jahrestage des Einzuges der Revolutionäre unter General Piragibe (Saudação aos bombeiros alemães de Joinville no aniversário da chegada dos revolucionários do General Piragibe). In: Kolonie Zeitung n. 86, ano 32, 1.1.1894, p. 3. Deutsch

 

Stolz (Com orgulho). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1924, p. 192.

 

Guter Rat (Bom conselho). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1924, p. 233. Deutsch Português

 

Am Ziel (No objetivo). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1924, p. 225.

 

Zuflucht (Refúgio). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1927, p. 64.

Também in: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1935, p. 110.

Também in: Blumenauer Volkskalender. Blumenau, 1935, p. 207.

Também in: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1935, p.332. Deutsch

 

Das Schicksal (O destino). In: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1931, p. 304. Deutsch Português

 

Licht und Schatten (Luz e sombra). In: Kalender für die Deutschen Evangelischen Gemeinden in Brasilien. Porto Alegre, 1931, p. 85.

Também in: Kalender der Serra-Post. Ijuí, Ulrich Löw, 1963, p. 72. Deutsch  Português

 

Erkenntnis (Compreensão). In: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro, 1931, p. 304. Deutsch

Também in: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro, 1934, p. 45.

Também in: Serra-Post Kalender. Ijuí, Ulrich Löw, 1935, p. 174.

Também in: Blumenauer Volkskalender. Blumenau, 1936, p. 133.

 

Nur auf Zeit (Só quando o tempo vier). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1933, p. 48.

 

Leichteres Tragen (Fardo mais leve). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1933, p. 93.

 

Sabiá und bem-te-vi (Sabiá e bem-te-vi). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund,1933, p. 77.

Também in: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1938, p. 77. Deutsch

 

Wünschen und Wollen (Desejar e querer). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1933, p. 77. Deutsch Português

 

Lust und Leid (Prazer e pesar). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1934, p. 41. Deutsch Português

 

Andacht (Fervor). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1934, p. 44.

 

Hochlandstimmung (Ambiente do planalto). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1936, p. 116. Deutsch Português

 

Hymne des Deutschbrasilianers (Hino de um teuto-brasileiro). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1936, p. 97. Deutsch Português

 

Lebensmut, Kraft und Trostworte bekannter Denker um Dichter (Ânimo de viver, força e palavras de conforto de pensadores conhecidos sobre escritores). São Bento, 1936.

 

Sprüche (Ditos). In: Unser ist heute der Tag. Festbüchlein zum 25. Juli. Blumenau, Arthur Koehler, 1937, p. 21.

 

Ewige Wiederkehr (Eterno retorno). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 2 nov., 1937.

 

Das Lied aus der Fern (A canção do lá longe). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, 1938, p. 43. Deutsch Português

 

Bereit sein (Estar a postos). In: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1938, p. 236.

 

Ein tapferes Herz (Um coração valente). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1939, p. 38.

 

Segen (Benção). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1939, p. 59.

 

Glueck und Unglueck in uns selbst. In: Serra-Post-Kalender, Ijuí, Ulrich Löw, 1956, p. 59. Deutsch

 

Licht und Schatten (Luz e sombra). In: Serra-Post-Kalender, Ijuí, Ulrich Löw, 1963, p. 72. Deutsch

 

Sorgen (Preocupações). In: Serra-Post-Kalender, Ijuí, Ulrich Löw, 1963, p. 59. Deutsch

 

 

Ensaios

 

Selbstbefreiung von Furcht und Sorge. Mit Kraftworten deutscher Kämpfer (Autolibertação do medo e da preocupação. Com palavras de força de lutadores alemães). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1923, p. 128-133.

 

Die Lebensauffassung. Mit Denkworten deutscher Dichter  (A concepção da vida. Com pensamentos de poetas alemães). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1924, p. 34-38.

 

Der Wille zum Lebensglück. Mit Worten deutscher Denker und Dichter (A vontade de viver feliz. Com palavras de pensadores e poetas alemães). In: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1924, p. 35-39.

 

Crônicas

 

Chronica de São Bento/Chronik von São Bento. Deutsch und Portugiesisch zusammen in einem Band. Übersetzung von Elly Herkenhoff (Crônica de São Bento/Chronik von São Bento. Em alemão e em português num só volume. Tradução de Elly Herkenhoff). Joinville, Tipografia Boehm, s/d. (Prefácio de 20 de agosto de 1923).

 

Croqui

 

Furchtlos? (Sem medo?). In: Kalender für die Deutschen in Brasilien (Rotermund Kalender). São Leopoldo, Rotermund, 1932, p. 82-86.

 

 

Artigos

 

Luftkurort und Sommerfrische São Bento (Estância termal e verão ameno em São Bento). In: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1923, p. 83-85.

 

Deutsches Schaffen (Criação alemã). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, set. 1924.

 

Deutschland in Brasilien (A Alemanha no Brasil). In: Auslandsworte, 4: 191 ff, 1924.

 

Eine Heimat auf fremde Erde (Uma pátria em terra estrangeira). In: Daheim. Berlin, Jrg. 60: 35, 12- 14, 1924.

 

Ein deutsches Ehrenmal (Um monumento alemão). In: Deustsche Zeitung, São Paulo, 10 out. 1924.

 

Der Weg zum Zusammenschluss (O caminho para a união). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 5 jun. 1925.

 

Seelische Konflikte (Conflitos espirituais). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 20 fev. 1926.

 

Völkische Empfindlichkeiten (Susceptibilidades populares). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 19 maio 1926.

 

Ein Staat auf dem man aufmerksam wird (Um Estado a que se deve prestar atenção). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, out. 1926.

 

Anomalien und Durchgangstadien (Anomalias e fases de transição). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 25 nov. 1926.

 

Aufruf zum Zusammenschluss des gesamten Deutschtums in Brasilien (Apelo à união de toda a comunidade germânica no Brasil). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 1926.

 

Das Deutsche Volkslied in der Fremde (A canção popular alemã no estrangeiro). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, [1926].

 

Hemmungen des Fortschrittes und ihre Bekämpfungen (Obstáculos ao progresso e as campanhas contra). In: Deutsche Post, São Leopoldo, 31 maio 1927.

 

Bedenken gegen zu niedrige Kurstabilisierung (Reflexões sobre débeis recuperações). In: Deutsche Post, São Leopoldo, 27 jul. 1927.

 

Rüstzeug im Kampf für die Wahrheit (Ferramentas na luta pela verdade). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 5 dez. 1927.

 

Assimilierung (Assimilação). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 10 março 1928.

 

Familienkunde (Conhecimentos sobre a família). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 2 abr. 1929.

 

Ein Gebot der Selbsterhaltung (Um mandamento para a conservação da própria existência). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 29 ago. 1929.

 

Eine Audienz beim Papst (Uma audiência com o papa). In: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba,  São Paulo, 160-164, 1929.

 

Die deutsche Frau des Kolonisten (A mulher alemã do colono). In: Koehler: zur Jahrundert-Feier, 2: 18-19, 1929.

 

Deutsches Volkstum in der Welt (A etnicidade alemã no mundo). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 26 fev. 1930.

 

Vom Gedanken zur Tat (Do pensamento à ação). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 2 set. 1930.

 

Der Zusammenschluss und das Museum (A união e o museu). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, [1930].

 

Das deutsche Senfkorn (O grão de mostarda alemã). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 6 ago. 1931.

 

Aus dem Buch Brasil-Alemanha von Capitão Amilcar Salgado dos Santos. Übersetzung und Einleitung (Do livro Brasil-Alemanha do Capitão Amilcar Salgado dos Santos. Tradução e introdução). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 22 dez. 1931.

 

Ein Markstein des deutschen Volkstums in Brasilien (Um marco da etnicidade alemã no Brasil). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, [1931].

 

Abfluss überschüssiger Arbeitskräfte (Escoamento de mão de obra excedente). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 23 set. 1932.

 

Kraftzuwachs durch Kleinsiedlungen (Crescimento através de pequenos assentamentos). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 20 dez. 1932.

 

Amboss oder Hammer (Ser bigorna ou martelo). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 24 fev. 1933.

 

Nachrichtendienst und Aufklärungspropaganda (Serviço de notícias e propaganda esclarecedora). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 23 maio 1933.

 

Kolumbusschule São Bento (A Escola Colombo em São Bento). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 24 out. 1933.

 

São Bento (São Bento). In: Uhle´s Illustrierter Deutsch-Brasilianischer Familien-Kalender. Rio de Janeiro/Curitiba, 1933, p. 194.

 

Die neuen deutschen Auslandssiedlungen in Brasilien”. In: St. Raphaelblatt. 1933, p. 209-213.

 

Wege zum besseren Verständnis (Caminhos para uma melhor compreensão). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 3 mar. 1934.

 

Ehrentag der deutschen Mitarbeit in ganz Brasilien (Comemoração da colaboração alemã em todo o Brasil). In: Deutsche Zeitung, São Paulo, 5 jul. 1934.

 

Die deutsche Aufbauarbeit in brasilianischer Beurteilung (O trabalho de construção alemão da perspectiva brasileira). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 28 ago. 1934.

 

Hemmungen des geistigen Zusammenhanges (Obstáculos à união cultural). In: Deutsche Zeitung. São Paulo, 18 dez. 1934.

 

Unser Tag zum 25. Juli (Nosso dia 25 de Julho). In: Koseritz’ deutscher Volkskalender für die Provinz Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1936, p. 29-32.

 

Deutsche Leistung in Santa Catarina (Realizações alemãs em Santa Catarina). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 2 mar. 1937.

 

Hüben und drüben (Cá e lá). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 20 maio 1937.

 

Unsere Heimat - unsere Zukunft (Nossa pátria – nosso futuro). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 23 jul. 1937.

Também in Deutsche Zeitung, São Paulo, 1937.

 

Urkundliches über die Kolonie Blumenau (Documentos sobre a colônia de Blumenau). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 23 jul. 1937.

 

Auf der Wacht (Em guarda). In: Der Urwaldsbote. Blumenau, 8 out. 1937.

 

 

Discurso

 

Unsere Heimat (Nossa terra). In: Gazeta do Comércio n.6, ano 4, 3.2.1917, p. 2. Acervo AHJ. Português

 

Antologia

 

Die ersten Jahre als Kolonist[7] (Os primeiros anos como colono). Curitiba, impressora Paranaense Max Scrappe, 1927. Coletânea de contos: Die ersten Jahre als Kolonist (Os primeiros anos como colono), p. 9-36; Die Leiter zum Glück (A escada para a felicidade), p. 37-153; Die Braut von drüben (A noiva de lá), p. 155-213; Die Blumeninsel (A ilha das flores), p. 215-226; Weihnachten unter dem südlichen Kreuz (Natal sob o Cruzeiro do Sul), p. 227-236; Ein Echo (Um eco), p. 237-245;  Familie Rottorf im Urwald (A família Rottorf na mata virgem), p. 247-305.

 

 

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[1] Friedrich Sommer. Wolfgang Ammon. In: Uhle Kalender. São Paulo, 1940,  p. 231.

[2] Oscar Ammon e Emma Ammon respectivamente com 48 e 43 anos, Valeska, 19 anos, Wolfgang 17, Margaritha 16, Roderich 14 e Günter com 12.

[3] Estas informações foram obtidas no livro de Registro de Imigrantes da hospedaria da Ilha das flores, nº 20, p. 101 do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. 

[4]  “O Papa Pio X entrara silenciosamente.

     Entre os uniformes cintilantes e coloridos de seu séquito, entre as casacas com condecorações e vestes sacerdotais valiosas, estava ele, singelo e sublime, em trajes de pastor de cor marfim e com capa da mesma cor.

     Uma cruz preciosa estava pendurada numa corrente de duas voltas em seu peito. Os traços marcantes do rosto demonstraram a inteligência e a bondade, o queixo firme, o nariz avantajado..., seus olhos e a sua postura expressavam palidez e cansaço”. Ammon, Wolfgang. “Eine Audienz beim Papst.” In: Uhle Kalender.  São Paulo, 1929, p. 163-164. Trad. Ingrid Assmann.

[5] Oberacker Jr., Carlos H.  O germanismo da Escola de Recife. In: Humboldt nº 2.  Hamburg, Übersee, 1967, p. 100.

[6] Oberacker Jr., Carlos H.  Carlos von Koseritz. In: Humboldt nº 15. Hamburg, Übersee, 1967,  p. 84.

[7] Alguns dos contos, como o que empresta o título a esta coletânea, foram publicados pela primeira vez em 1921 em 4 números do Täglicher Rundschau (suplemento literário) de Berlin, um dos mais famosos folhetins da Alemanha da época.